sexta-feira, 24 de junho de 2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Snap

Gente, eu estou obcecada por aqueles filtros do Snapchat. E vocês?

Me adicionem lá: jufinaflor.

E o snap de vocês qual é?

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Uns sonhos

Domingo: sonhei que meu tio era assassinado numa chacina e eu via nitidamente o corpo largado numa rua enlameada.

Segunda: sonhei que havia um assassino em série no meu trabalho. Vários dos meus ex-alunos eram mortos. Por fim, um dos meninos descobria que a assassina era eu. No sonho, eu não sabia que estava cometendo aqueles crimes. Eu era uma espécie de "a professora e o monstro".

Terça: sonhei que bandidos cercavam o bairro onde minha mãe mora e eu não conseguia entrar em nenhuma das ruas.  Havia muita lama por toda parte também

Hoje: tô com medinho de dormir.

Todos os sonhos eram assustadores. Acordei todas as noites sem fôlego e demorei muito até voltar a dormir.

E, bem, minha analista está de licença-maternidade.


domingo, 29 de maio de 2016

Um único assunto

Um dia desses, falei a palavra "gato" numa turma e os alunos todos gritaram: "nãããããooo!". Primeiro, levei um susto. Depois, perguntei qual era o problema. Alguém respondeu:

- Não fala de gato, porque a J. vai começar falar também. Ela só sabe falar de gato!

 A turma toda sacudia a cabeça enfaticamente, concordando. A J., claro, se defendeu:

- Que exagero, gente! Eu falo só um pouquinho. E agora nem tenho mais do que falar porque o Araújo morreu. Professora, eu te falei que o Araújo morreu? Morreu e agora tenho um outro gatinho. Mas tô querendo dar ele. Nossa, o bichinho é muito brigão.  Você não quer um gatinho, não?Tá muito difícil de cuidar dele. O Araújo era mais fácil, porque...

Eu respirei fundo.

- J., depois você me fala do seu gatinho. Vamos voltar aqui pra aula, tá?

Um outro dia mais tarde,  passei um trabalho que consistia em escolher um livro e fazer uma resenha sobre ele.  Expliquei que deveriam apontar pra qual faixa etária o livro era indicado. Como sempre agem diante de alguma informação que não conhecem, fizeram um alvoroço. Foi um coro de "Como assim? Não entendi nada. Não vou fazer! Isso é muito difícil! Faixa o quê?"

-Vocês têm que dizer se o livro é pra criança pequena, pra criança mais velha, pra adolescente, pra adulto.

- Ah, já sei, professora! - J. disse mais alto que todo mundo. -  Vou escolher um livro indicado para... GATOS.


Acho que a menina é mesmo monotemática, mas não posso julgá-la pois meu celular tá cheinho de fotos assim:





















sábado, 28 de maio de 2016

Trust no one

Uma coisa que eu não faço nessa vida é confiar no que me dizem. Até acho que devia, mas não consigo. É muitíssimo mais forte do que eu. Não é que eu ache que as pessoas todas são horríveis e desonestas. Não acho mesmo. A questão é que afirmações cheias de certeza podem estar baseadas em dados que não foram questionados, verificados. Um exemplo: nunca acredito num relógio que não seja o meu. Esqueço  o relógio de pulso, celular está descarregado, preciso saber a hora, pergunto pra uma pessoa qualquer que estiver por perto, claro. Registro  a hora que ela me disse e vou atrás de um outro relógio pra ver se a informação bate. Você pode pensar que é um desperdício de energia. Não é. Vou contar uma história pra ilustrar meu ponto de vista, mas no próximo parágrafo porque senão esse vai ficar enorme.


Eu pego no trabalho em horários que variam entre 7h30 e 9h30. Isso significa que eu durmo um pouquinho mais ou um pouquinho menos conforme o dia da semana. Na terça-feira, eu entro 8h20, então acordo 6h45, saio 7h30, tudo no esquema. Daí que houve uma terça em que segui o esqueminha  certinho, mas, ao chegar na esquina da escola, saquei que tinha algo errado. Havia umas crianças na calçada. Ué? Às 8h20, estão todos na sala de aula. Entrei na escola e o clima estava errado: nenhum sinal de agitação, nenhum movimento. Entrei na sala dos professores. Mais silêncio. Uma das minhas colegas estava sentada, preguiçosamente, mexendo no celular. Ué, ela não devia estar na sala de aula? Peguei meu celular. 7h20. Virei pra colega e perguntei a hora. 8h20. Arregalei os olhos. Não era possível. Levantei  confusa e fui na secretaria olhar o relógio da parede. 7h20. Meu deus do céu! Me senti tão maluca, tão perdida. Eu costumo ser muito perdida a maior parte do tempo. Jamais sei a data ou o dia da semana. Tô acostumada. Não me orgulho, mas tô acostumada, Mas ser enganada pelo meu próprio celular já é demais. Pior sensação da vida você viver em um fuso horário particular. Pois bem, imaginem agora se alguém tivesse me perguntado a hora no ônibus. Eu diria a hora errada e essa pobre pessoa poderia tomar decisões ruins baseada nessa informação. Ou pior: poderia duvidar da própria capacidade de perceber o tempo, Ué, saí de casa 7h e já são 8h?! Seria uma tragédia gigantesca. Por isso que eu não acredito no relógio das pessoas.


Cês podem estar aí pensando: ô, Juliana, deixa de ser exagerada! Se alguém tivesse te perguntado a hora, a pessoa teria percebido que a informação tava meio estranha e você poderia ter  dado uma olhadinha num desses sites que informam a hora certa. Sim, vocês têm razão. Tenho que concordar. Mas, ó, se a pessoa pra quem eu perguntar a hora for igual a uma conhecida minha que tá sempre com o relógio 20 minutos adiantado?  E esse sempre é tão sempre que ela esquece e acaba te dizendo a hora sem explicar o pequeno detalhe do muitos minutos a mais. Fico nervosa só de imaginar. Não, prefiro continuar não confiando no que as pessoas dizem.


P.S.: Eu comecei esse post querendo falar de A e acabei falando de G. Vou guardar A pra outra ocasião. Só espero que eu tenha usado o tom certo pra que vocês não fiquem preocupados comigo. hihihi




terça-feira, 24 de maio de 2016

Ninguém com os pés na água

Fiz algo inédito: pisei na areia usando tênis.

Fiz algo inédito e não planejado: disse que tinha medo do  que estava por vir.

Olhei pro mar sem chorar.  Um mar cinza, um céu cinza e eu sentindo uma paz meio maluca. Fiquei de pé no meio da areia, olhando as ondas e desejando alguma coisa entre ser como elas e ser parte delas. 

Tudo tão cinza, eu com um cachecol vermelho. 



quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sobre blogs e o blog dos blogs

Eu  já me peguei contando uma história que li num blog como se fosse de um amigo próximo.

Já escrevi posts mentais incríveis no metrô, aí sentei na frente do notebook e não saiu uma linha.

Já achei que "ninguém lê essa bagaça, vou deletar", e aí alguém escreveu um comentário tão legal e o Fina Flor escapou com vida.

Já chorei de soluçar lendo coisas tão bonitas que alguém escreveu em blog.

Quando minha vó morreu, houve noites em que não dormi, então eu pegava o celular e lia os posts da Rita sobre a morte da mãe dela. Eu me sentia tão menos sozinha.

Já tive paixonite séria por um moço que  tem blog. A palavra seduz, né?

Já tive vergonha de deixar comentário em blog porque achava a pessoa muito fodona  e ficava tímida. Aliás, encontrar pessoas cujos blogs leio me deixa intimidada.

Quando tentei me lembrar a idade da Emma, corri aqui no blog porque sabia que tinha escrito um post sobre a chegada dela.

No momento, um dos meus livros favoritos ( e que não é fácil de achar) está na casa de uma moça cujo blog eu leio.

Já passei por blogueira na rua e na hora achei que era alguém da tv. 

Poucas pessoas da minha vidinha off line sabem da existência do Fina Flor - e eu gosto assim!

Tentei explicar pra minha mãe de onde conheço o Felipe e a Rute, mas ela não entendeu.

Em geral, as pessoas que leem este blog me acham fofinha. Ninguém que não conhece o Fina Flor. me acha fofinha.  Blogs também podem ser propaganda enganosa.

Nunca me recuperei do fim do Google reader.

Nem todos os blogs que leio estão linkados aqui porque  seria um blogroll  muito gigante.

Então, todo esse papo sobre blogs é  só um pretexto pra falar daquilo que pode ser considerado um blogroll enorme:  um blog que reúne e exibe as atualizações de vários blogs. A Central do Textão surgiu da vontade de juntar  blogs  num canto só, pra que a gente não se perca uns dos outros outros nesse mar efêmero de redes sociais.   A  ideia da Central veio da cabecinha da Tina, a garota mais popular da blogosfera, a amiga de geral. Ela teve o trabalho de chamar os conhecidos, de organizar uma vaquinha pra que a Juliana fizesse esse blog dos blogs tão lindinho.

Vão lá  conhecer a Central do Textão e  um monte de gente que acha que escrever em blog é muito, muito legal.